![]() ![]() ![]() |
|Meu perfil| |Eu? Sou menos do que gostaria. Mais do que imagino? Não sei.Errada, torta, esquerda. Cruel. Audaciosa. Árvore em fogo. A balada da água do mar. Oração. Eu falo das casas e dos homens. Quero fazer os poemas das coisas materiais. Qual o sentido de tudo isto? Onde eu me encontro? Rebelde sem e com causa. Perdida e achada. Eu me decifro e você? Ah, me devora.| BRASIL, Centro-Oeste, taguatinga, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, Sexo, Livros, música / carícias plenas/amar... MSN - evelinead@hotmail.com | |


Hoje irei falar do cavalheiro de armas escuras que tomou meu coração e com ele o levou para uma tumba.
Saí pela noite vestida como quem vai para um prostíbulo dos reinos soturnos,aliás, sentia-me quase lá. Desfilava entre cada avenida ,cada ruela que me faria chegar ao mundo dos palcos. Lá eu me sentiria a besta dos tolos corações, a beleza dos olhos cegos pela embriaguez. Com um charme quase mortal eu e minhas asas viajamos muito até que ébrias, sujas e inundadas pela solidão, sentamos e depois rolamos no chão, no chão que maltrata. Buscava eu alguma saliva de algum amor do céu. Vinha aquela congelante brisa e o vício dilacerante que ela me causou, entre suspiros do vento, da noite ao mole frescor, senti que era o fim, queria eu ter vivido momentos; Que noite! Ai, que bela e dolorosa noite...Como a morte pode ser tão glamurosa e hipnótica? Sofrer e amar, essa dor que sempre me desmaia de paixão.
Quase adormecida sinto suas enormes mãos sobre minhas costas a deleitarem-se. Ai, alisando minha cintura , lambendo minhas asas tão sensíveis. Eu não consigo, nem quero abrir os olhos. Começo a cair e sei que sobre as minhas ancas ele irá montar ,as minhas pequenas ancas, há de vir me surpreender puxando-me para o seu corpo. Eu já não me seguro. A louca vontade de beber cada gota de sua saliva , eu, como todas as noites, a cada minuto esperado com uma gula surpreendente, deixo ele me usar como objeto mágico ,lira de gozos,violino sedento pelos leves e desesperados toques do seu dono, assim meu corpo, já em chamas, consegue sentir a força dos seus braços, só queria sentir , nada mais. Virou-me ao avesso; Logo senti as minhas pernas tremerem. Seus beijos eram eternos orgasmos ,seus sussurros ora angelicais ,ora infernais , com sua língua de dragão tão quente e tão molhada em meus seios a se enrolar. Ai, eu já não poderia voar.
Encostou-me nas paredes lodosas geladas e escuras aonde os parasitas se alimentam. Ele se esconde e me confunde. Acariciou-me os cabelos ondulados, senti um carinho paternal, logo após, puxou-os como se fossem a crina de uma égua no cio e me sodomizou, que torpor! Eu rezava para que nunca mais parássemos, suas burlescas pareciam já fazer parte de mim e foi assim até que no meu gozar ele partiu levando a noite, a lua e as estrelas. Num manto negro a alma escondeu-se.
Lá fiquei parada, novamente, para tumba meu coração ele levou, agonizando, logo me senti pois sem esse vicio misto de loucura e paixão. Eu borboleta já não posso voar!
“Haverá sempre olhares que te espreitam, por vezes conseguimos sentir!
Nunca te escondas,nunca te confundas”

Já sinto sua perturbadora presença.
Posso sentir seu olhar arisco.
Olhando através da lente da minha alma.
Lambendo os lábios ,ela vem sedenta
E eu já não consigo reagir...
Seus ataques são de leve, mas já sinto começar o frenesi
Uma mordida aqui outra acolá ...
Já eu tonto começo a me lambuzar
Em seus seios já querendo nadar
Não consigo fugir,dos seus abraços,
Seus leves alisados, as leves puxadas nos meus cabelos,
Já começam me fazer delirar
Eu quero, ela sabe o que eu quero
E ela fada louca dos submundos musgos,
Pode me dar
Venha dama verde,confunda-me com teus olhos hipnóticos,
Entorpeça-me com tuas sombras vermelhas,azuis,amarelas...
Vens bailar,
Já sou eu que te forço a dançar,
As amarras agora tomei,
Irei uma música hébria em teus ouvidos sussurrar,
Para os teus ouvidos aquecer,
Até que tu venhas a surtar com os meus lábios
Em teu pescoço a tremer,
Montarei em ti,
Em tuas ancas ei de sentir o serpentear dessa dança mortal,
Mas de tanto prazer que não posso engolir
Vem fada louca,com tuas asas de borboleta violáceas
Qual o liquido,que de teus olhos hão de fluir,
Ao enlouquecer do nosso ir e vir
Que a qualquer deus irá pirar
Se danados ousarem curiar
O mais lindo copular
As peles que se misturam
Os fios já não sabemos a quem pertence
As línguas tornadas em uma só
Saliva de cão maldito,que ao cair no chão
Dissolverá qualquer resquício de sanidade
Que bem vinda depois dessa copula jamais .
Ai ,não consigo minhas mãos sentir!
Minhas pernas ela engoliu,pareço agora sufocar
Ela conseguiu para o submundo me levar
Meus olhos começam a queimar
Já não consigo enxergar,a insanidade total me possui
Mil mãos estão a me apertar,se meter,a lamber,a cuspir...